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J'ai commencé ma vie comme je la finirai sans doute: au milieu des livres. Jean-Paul Sartre (Les Mots)

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Dentro de nós há algo que não tem nome, essa coisa é o que somos. José Saramago

Segunda-feira, Agosto 28, 2006

Minha dica de leitura : Um Defeito de Cor


Um defeito de cor, de Ana Maria Gonçalves
Editora: Record
Estamos no início do século XIX em Savalu, na África. Numa tarde qualquer o destino muda. Embarcamos num navio negreiro na África e chegamos à Bahia de Todos os Santos através da emocionante narrativa da personagem Kehinde, que, em 952 páginas, revela em sua saga, a verdadeira e cruel história do Brasil durante 8 décadas, mas também nos revela a história e a condição da mulher no Brasil colonial. Determinada a mudar o rumo ‘natural’ da sua vida, Kehinde é uma lição de perseverança e vida para homens e mulheres de todas as épocas.

O título Um Defeito de Cor refere-se à uma lei do período colonial. Na época, somente os brancos poderiam ocupar cargos eclesiásticos, civis ou militares. Entretanto, por vezes, a determinação e o talento de negros e mulatos falavam mais alto que as regras segregacionistas impostas. O negro pedia dispensa do “defeito de cor” e, assim, estava ‘apto’ a exercer a função almejada.
Um defeito de cor veio para ficar e tornar-se um clássico da literatura.




“Em suas 952 páginas, Um Defeito de Cor não tem hausto, parada pra respirar. Desmintam-me, por favor.
É um dos livros mais importantes, coloco entre os melhores que li em nossa bela língua eslava.”
Millôr Fernandes
Fonte: http://www2.uol.com.br/millor/aberto/dailymillor/006/045.htm

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