O senhor dos infernos

Plutão foi descoberto em 1930. É frio (são 215 graus abaixo de zero), introspectivo, distante e ainda leva na identidade o nome de um deus romano do submundo. Ou seja, nasceu para viver no ostracismo e na obscuridade. Para o desapontamento daqueles que lutam por igualdade de direitos e respeito às minorias, a União, (essa, a de astrônomos) em Praga, afirma que Plutão não é digno de ser planeta por três razões principais: sua órbita não é lá uma Skoll (é ‘achatadinha’ e não desce redonda), não tem iniciativa própria e não sabe se defender dos inimigos asteróides, pois quando eles pintam no caminho, o menor se intimida e logo cola no poderoso e persuasivo Netuno, líder nato.
Entretanto, o que realmente importa é que crescemos com little big Pluto e, em nada muda a sua mais nova nomenclatura de planeta anão, ou melhor, planeta afetado pelo nanismo, ou ainda, planeta verticalmente comprometido. Ele continuará influenciando outros astros maiores em previsões e mapas astrais das revistinhas de domingo, para a felicidade dos que ganham o pão de cada dia predizendo o futuro incerto.
Entretanto, o que realmente importa é que crescemos com little big Pluto e, em nada muda a sua mais nova nomenclatura de planeta anão, ou melhor, planeta afetado pelo nanismo, ou ainda, planeta verticalmente comprometido. Ele continuará influenciando outros astros maiores em previsões e mapas astrais das revistinhas de domingo, para a felicidade dos que ganham o pão de cada dia predizendo o futuro incerto.


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