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J'ai commencé ma vie comme je la finirai sans doute: au milieu des livres. Jean-Paul Sartre (Les Mots)

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Dentro de nós há algo que não tem nome, essa coisa é o que somos. José Saramago

Segunda-feira, Janeiro 15, 2007

Que Deus?



Pentapolêmica?
Seria EU cinco vezes polêmica ou uma polêmica pentelha?

Um dia desses, estava com alguns 'conhecidos' quando o tema religião foi abordado. Pra variar , eu já era a atração. Por quê?
Porque contrariava todas as outras opiniões. Porque não tenho religião. Porque sou atéia. Porque, pra mim, a vida só pode ser agora. Porque não acredito nas instituições religiosas. Porque tudo isso já foi escrito (Vide postagens anteriores).

Eu sempre me surpreendo com a reação alheia. O que era pra ser uma saudável troca de idéias, tornou-se uma enérgica demonstração da inquisição: no tribunal do santo ofício, lá estava eu sendo julgada por minhas convicções ímpias.
Bem, a partir de hoje, para melhor elucidar meus argumentos, calo-me diante do desrespeito às diferenças e escolho a belíssima passagem do inesquecível Zuzu Angel com direção de Sérgio Resende, na qual Zuzu (Patrícia Pillar) lê uma carta deixada por seu filho Stuart Edgard Angel Jones (Daniel Oliveira):

“Mãe,
você me pergunta se eu acredito em Deus.
Eu te pergunto: que Deus?
Tem sido minha missão te mostrar Deus no homem.
Pois somente no homem ele pode existir.
Não há homem pobre ou insignificante que pareça ser, que não tenha uma missão.
Todo homem, por si só, influencia a natureza do futuro.
Através de nossas vidas nós criamos ações que resultam na multiplicação de reações.
Esse poder que todos nós possuímos; esse poder de mudar o curso da história é o poder de Deus.
Confrontado com essa responsabilidade divina, eu me curvo diante do Deus em mim.”

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