O sheik e as putas - Parte I

Cheguei às 6h esbaforida ao aeroporto de Salvador just in time to ouvir a psicodélica 'última chamada' que vinha de um lugar distante e sombrio. Não tinha jeito mesmo. Eu havia perdido meu vôo de volta para casa.
Estava lá a trabalho, tinha dia e hora certa de chegada e saída, mas por razões desconhecidas do meu subconsciente, não consegui sair de lá.
Naquele primeiro momento, entrei em pânico. Perdi a cabeça, chorei, apelei, tentei os mais diversos recursos, mas não deu em nada: eu estava mesmo errada.
A equipe TAM nada mais podia fazer por mim a não ser lamentar meu desgaste emocional e transferir o vôo para a madrugada seguinte. Sem argumentos plausíveis parto sob a mira piedosa dos cautelosos viajantes que lá chegaram às 5h30 para o vôo das 6h20.
Duas horas mais tarde e de volta para o mesmo hotel, tentaria descansar para uma jornada de um dia noite a dentro, afinal, estava fraca, com fome, sozinha e o que é pior, sem razão. Tudo recomeçaria às 24h00 com inúmeras conexões e previsão de tempo ruim em Congonhas.
Desolada, eu sabia que não conseguiria dormir depois de tanta tensão. Fui até a sacada do quarto e avistei aquela linda e convidativa piscina e logo no horizonte, a Baía de Todos os Santos. Não pensei duas vezes...
O estômago que roncava se acomodava naquela zoeira orquestrada que só um hotel 5 estrelas de Salvador poderia oferecer. Reverberavam os mais diversos sons que vinham de turistas estrangeiros, brasileiros, funcionários do hotel, empresários, artistas, putas, mais putas e até de um sheik árabe.
Eu contemplava tudo na pérgula do hotel, quando de repente ...
To be continued ...


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