Irritando Dani Lima

É claro que ninguém é a favor do aborto. Sou a favor da descriminalização do aborto. Segundo dados do ministério da saúde, mais de 1 milhão de abortos são realizados por ano aqui no Brasil. É ou não é uma questão de saúde pública?
Dizem por aí que o Brasil é um Estado laico, entretanto, a religião tem peso dois e está sempre pronta para embarreirar toda e qualquer opinião científica ou não que contrarie os dogmas católicos. Tem sido assim com células-tronco, preservativos, relacionamentos homossexuais, etc.
Por aqui, somente em duas situações o aborto é permitido, ainda sim, com severos critérios de avaliação: em casos de estupro e risco para a mãe.
Para aqueles que concordam com a temida e manipuladora religião católica (acreditem, o Brasil é o país mais católico do planeta) com seu fundamentalismo disfarçado pela exuberante indumentária, a vida começa na concepção, quando o espermatozóide encontra e fecunda o óvulo. Ali já tem vida e o defensor da descriminalização do aborto é, segundo os ditadores, um defensor da morte. Já a ciência e alguns outros (Quem são os outros? Talvez aqueles que desconfiemm que a teoria do Big Bang seja a mais próxima da verdade sobre a origem do universo e que Jesus não foi um milagre que veio dos céus, bem como o super-homem) consideram vida quando há atividade cerebral.
Assim, fingimos acreditar que vivemos numa sociedade democrática e igualitária. Esse papo de descriminalização do aborto em nada vai mudar a realidade de mulheres brancas de classe média que se surpreendam com uma gravidez indesejável. Entretanto, a outra esmagadora maioria feminina da sociedade, pobre, parda e negra de todo o país que não tem condições financeiras para a cuidadosa cirurgia na tal clínica especializada, ah, essa sim, se nada for feito no congresso, continuará sem poder recorrer ao sistema de saúde público do nosso país.
Dizem por aí que o Brasil é um Estado laico, entretanto, a religião tem peso dois e está sempre pronta para embarreirar toda e qualquer opinião científica ou não que contrarie os dogmas católicos. Tem sido assim com células-tronco, preservativos, relacionamentos homossexuais, etc.
Por aqui, somente em duas situações o aborto é permitido, ainda sim, com severos critérios de avaliação: em casos de estupro e risco para a mãe.
Para aqueles que concordam com a temida e manipuladora religião católica (acreditem, o Brasil é o país mais católico do planeta) com seu fundamentalismo disfarçado pela exuberante indumentária, a vida começa na concepção, quando o espermatozóide encontra e fecunda o óvulo. Ali já tem vida e o defensor da descriminalização do aborto é, segundo os ditadores, um defensor da morte. Já a ciência e alguns outros (Quem são os outros? Talvez aqueles que desconfiemm que a teoria do Big Bang seja a mais próxima da verdade sobre a origem do universo e que Jesus não foi um milagre que veio dos céus, bem como o super-homem) consideram vida quando há atividade cerebral.
Assim, fingimos acreditar que vivemos numa sociedade democrática e igualitária. Esse papo de descriminalização do aborto em nada vai mudar a realidade de mulheres brancas de classe média que se surpreendam com uma gravidez indesejável. Entretanto, a outra esmagadora maioria feminina da sociedade, pobre, parda e negra de todo o país que não tem condições financeiras para a cuidadosa cirurgia na tal clínica especializada, ah, essa sim, se nada for feito no congresso, continuará sem poder recorrer ao sistema de saúde público do nosso país.
Afinal, pra elas, o aborto é proibido e é crime condenado pelo Estado, pela igreja toda poderosa, a pomposa do Vaticano (e também por aquela igrejinha evangélica da comunidade local) e por tantos outros demagogos.
A estas pobres coitadas, diante da inesperada revelação de uma gravidez indesejável, restam apenas algumas tentativas abortivas e perigosas que põem em risco suas vidas.
Como se não bastasse, aquela que o comete será condenada e estigmatizada com a letra A de aborto, quase que a letra escalarte de Nathaniel Hawthorne, se fosse ela adúltera e vivesse numa sociedade puritana do século 17.
Bem, opiniões à parte, penso que o tema deveria ser impreterivelmente decidido por mulheres, afinal, são elas que em momentos de prazer, ou não, engravidam e sofrem todas as conseqüências e responsabilidades inerentes à dura decisão de realizar ou não um aborto depois de um remoto momento de prazer despreocupado e ingênuo, ou não, que irá transformar, pra sempre, sua vida.
A estas pobres coitadas, diante da inesperada revelação de uma gravidez indesejável, restam apenas algumas tentativas abortivas e perigosas que põem em risco suas vidas.
Como se não bastasse, aquela que o comete será condenada e estigmatizada com a letra A de aborto, quase que a letra escalarte de Nathaniel Hawthorne, se fosse ela adúltera e vivesse numa sociedade puritana do século 17.
Bem, opiniões à parte, penso que o tema deveria ser impreterivelmente decidido por mulheres, afinal, são elas que em momentos de prazer, ou não, engravidam e sofrem todas as conseqüências e responsabilidades inerentes à dura decisão de realizar ou não um aborto depois de um remoto momento de prazer despreocupado e ingênuo, ou não, que irá transformar, pra sempre, sua vida.


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