Gaza - David e Golias

180 minutos de trégua na insanidade entre palestinos e Israelenses. Esse foi o tempo cedido aos grupos de ajuda humanitária que atuam na Faixa de Gaza. Lá falta tudo: eletricidade, comida, medicamentos e, principalmente, paz.
Por um breve instante, lembrei-me de uma linda passagem do livro Ensaio sobre a Cegueira, do magnífico José Saramago: “Penso que não cegamos, penso que estamos cegos”.
Como no livro, somos, na realidade, cegos que vêem. Ao vermos, escolhemos não enxergarmos, pois assim, protegemo-nos da brutal realidade que se arma diante de nossos olhos.
Não nos expomos, não saímos mais às ruas em protesto, não decidimos parar o mundo em nome de uma causa maior, porque não há causa maior, senão a nossa própria egoística existência. Assistimos pacificamente de nossas confortáveis poltronas às resoluções proferidas por chefes de Estados, Organizações, mediadores, ganhadores do Nobel e, daqui, ingenuamente, aceitamos acreditar que a paz será instaurada. As ações diplomáticas agem rápido, afinal, países fronteiriços sofrem sérios riscos econômicos com a guerra.
Como no livro, somos, na realidade, cegos que vêem. Ao vermos, escolhemos não enxergarmos, pois assim, protegemo-nos da brutal realidade que se arma diante de nossos olhos.
Não nos expomos, não saímos mais às ruas em protesto, não decidimos parar o mundo em nome de uma causa maior, porque não há causa maior, senão a nossa própria egoística existência. Assistimos pacificamente de nossas confortáveis poltronas às resoluções proferidas por chefes de Estados, Organizações, mediadores, ganhadores do Nobel e, daqui, ingenuamente, aceitamos acreditar que a paz será instaurada. As ações diplomáticas agem rápido, afinal, países fronteiriços sofrem sérios riscos econômicos com a guerra.
Em quase duas semanas de conflito e com provas de leis de guerras violadas, contam-se mais de 700 mortos e milhares de feridos registrados no lado palestino e algumas poucas dezenas de mortes do lado Israelense, destas últimas apenas 3 civis. Os números indicam a importância da força física para sobreviver à latente ameaça que paira sobre o sistema internacional.
A paz é a energia geradora de relações econômicas ativas e amistosas que possibilitam o intercâmbio entre nações. Intercâmbio esse que se traduz em investimento, importação e exportação e, finalmente, visibilidade. Ao conquistarmos a paz comercial possibilitamos espaço para co-existirmos e, assim, sermos.
Talvez, aqui e contrariando a lenda, os palestinos precisem de um Davi para combater o gigante Golias.


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